Depois de meses observando, registrando, discutindo e aprendendo, chegou o momento de reunir as diferentes leituras produzidas pelos jovens.
A cartografia social transformou percepções em uma representação coletiva de Terra Vermelha. Os registros das caminhadas, diagnósticos, fotografias, discussões e experiências acumuladas ao longo do percurso passaram a orientar a identificação de desafios, potencialidades e pontos significativos do território.
Nesse processo, o mapa não foi tratado apenas como representação geográfica. Ele passou a contar também como os jovens enxergavam o lugar onde vivem.
A construção foi enriquecida pela dimensão intergeracional. A escuta de pessoas idosas permitiu aproximar diferentes tempos e experiências do bairro, valorizando memórias e saberes que não aparecem necessariamente nos mapas convencionais.
Uma das respostas registradas pelos jovens ao longo do projeto sintetiza a importância dessa metodologia:
“Precisamos escutar todos para ter um bom resultado.”
O mapa colaborativo começou, então, a materializar meses de formação e experiência: conhecimento produzido com o território, a partir do território e para o território.
Projeto: Pequenos Urbanistas – Transformando Territórios com Saberes
Realização: Cidade Para Todos | FUNCULTURA | Governo do Estado do Espírito Santo – Secretaria da Cultura | Sistema Nacional de Cultura | Política Nacional Aldir Blanc | Ministério da Cultura | Governo do Brasil




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