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Transformando Territórios com Saberes: conhecimento vira mapa, intervenção e legado

  Transformando Territórios com Saberes: conhecimento vira mapa, intervenção e legado Seis meses depois do primeiro encontro, o percurso dos Pequenos Urbanistas chegou à sua etapa de síntese. O que começou com perguntas sobre cidade, cultura e território terminou com jovens capazes de observar, diagnosticar, comunicar e materializar suas próprias leituras sobre a comunidade. A cartografia social e o mapa colaborativo reuniram os conhecimentos produzidos durante caminhadas, registros, escutas e atividades formativas. Já a intervenção de urbanismo tático levou parte desse aprendizado para o espaço físico, demonstrando como ações participativas podem provocar novas formas de perceber e cuidar dos lugares. O encerramento também foi momento de reconhecer trajetórias. Os participantes receberam certificados e reconhecimentos relacionados ao percurso desenvolvido, celebrando competências, aprendizados, evolução e participação. As avaliações ajudam a dimensionar o resultado: 100% dos...
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Das caminhadas ao mapa: Pequenos Urbanistas constroem uma leitura coletiva do território

Depois de meses observando, registrando, discutindo e aprendendo, chegou o momento de reunir as diferentes leituras produzidas pelos jovens. A cartografia social transformou percepções em uma representação coletiva de Terra Vermelha. Os registros das caminhadas, diagnósticos, fotografias, discussões e experiências acumuladas ao longo do percurso passaram a orientar a identificação de desafios, potencialidades e pontos significativos do território. Nesse processo, o mapa não foi tratado apenas como representação geográfica. Ele passou a contar também como os jovens enxergavam o lugar onde vivem . A construção foi enriquecida pela dimensão intergeracional. A escuta de pessoas idosas permitiu aproximar diferentes tempos e experiências do bairro, valorizando memórias e saberes que não aparecem necessariamente nos mapas convencionais. Uma das respostas registradas pelos jovens ao longo do projeto sintetiza a importância dessa metodologia: “Precisamos escutar todos para ter um bom res...

Cultura, pertencimento e escuta: quem conhece o território também produz conhecimento

Em março, o percurso dos Pequenos Urbanistas avançou para uma dimensão fundamental: compreender que cidade não é formada apenas por ruas, edificações e infraestrutura . Ela também é feita de memória, cultura, relações, pertencimento e das experiências de quem vive o território. As atividades aproximaram os jovens da escuta comunitária e das relações sociais presentes nas ruas e praças. O diagnóstico passou a considerar não apenas aquilo que é fisicamente visível, mas também os modos de viver, conviver e atribuir significado aos lugares. Nesse processo, conceitos como Culture, Space and Belonging , Collective Design for Change , Youth-led Urban Innovation e Building Human-Centered Cities também passaram a integrar o repertório formativo. A utilização desses termos teve um propósito: mostrar aos jovens que práticas comunitárias realizadas nas periferias dialogam com conceitos discutidos internacionalmente. Conhecer novas linguagens não significa substituir os saberes do território, ...

Pequenos Urbanistas: formando cidadãos para cuidar da cidade

A transformação urbana começa pelas pessoas Toda transformação física precisa ser acompanhada por uma transformação social. Quando crianças, jovens, adultos e pessoas idosas participam de processos educativos ligados ao território, desenvolvem um olhar mais atento sobre acessibilidade, convivência, cultura, patrimônio e qualidade dos espaços públicos. Mais do que formar participantes, iniciativas como esta contribuem para formar cidadãos comprometidos com cidades mais humanas, inclusivas e sustentáveis. Transformar um espaço é importante. Transformar a relação das pessoas com esse espaço é o que gera impacto duradouro. Realização Esta publicação faz parte das ações do projeto Pequenos Urbanistas: Intervenção Artística e Transformação Urbana , contemplado pelo Edital de Seleção de Projetos nº 007/2025 – Fundo a Fundo – Projetos de Artes Visuais , realizado com apoio da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Vila Velha .

Observar, diagnosticar e comunicar: conhecimento também precisa circular

Depois de aprender a observar e registrar, chegou o momento de fortalecer outra habilidade: comunicar ideias . Durante fevereiro, os Pequenos Urbanistas continuaram sistematizando percepções sobre o território, organizando registros e participando de diálogos de acompanhamento. Ao mesmo tempo, entraram em cena temas ligados à comunicação, inovação social, construção de propostas e Pitch/Elevator Pitch . Cada participante foi desafiado a organizar uma ideia e apresentá-la de maneira objetiva. A atividade trabalhou síntese, expressão oral, confiança e capacidade de explicar uma proposta para diferentes públicos. Ao final dessa experiência, todos os participantes realizaram um pitch . Em uma das avaliações, um jovem registrou que aprender sobre pitch o ajudou a “se soltar um pouco”. O exercício dialoga diretamente com a formação de agentes multiplicadores: não basta reconhecer desafios e possibilidades. Também é importante conseguir transformar uma percepção em argumento, compartilhar ...

Cidades melhores são construídas coletivamente

  Participação transforma territórios Nenhuma cidade é construída apenas por gestores públicos. Ela também é resultado da participação de moradores, artistas, educadores, coletivos e organizações que acreditam no potencial transformador dos territórios. Projetos participativos fortalecem vínculos comunitários, ampliam o diálogo e contribuem para soluções urbanas mais humanas. Transformar uma cidade significa construir oportunidades para que diferentes vozes possam fazer parte desse processo. Realização Este conteúdo integra as ações do projeto Pequenos Urbanistas: Intervenção Artística e Transformação Urbana , realizado através do Edital de Seleção de Projetos nº 007/2025 – Fundo a Fundo – Projetos de Artes Visuais , com apoio da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de Vila Velha .

Um bairro que começa a ser visto com outros olhos

Em janeiro, observar ganhou outro significado para os Pequenos Urbanistas. As atividades avançaram para a leitura crítica do território, diagnóstico urbano, ciência cidadã, pesquisa e percepção dos espaços públicos . O exercício era simples na forma, mas profundo no resultado: caminhar mais devagar, prestar atenção, registrar e questionar. Calçadas, resíduos, praças, acessibilidade, convivência, riscos, cultura, usos dos espaços e potencialidades começaram a compor uma leitura coletiva do território. Mais do que localizar problemas, os jovens eram incentivados a pensar por que determinadas situações aconteciam e quais possibilidades poderiam surgir a partir delas. O Diário P.U. de Percepção também ampliou esse processo para além dos encontros aos sábados. Durante a semana, situações do cotidiano podiam se transformar em registros, fotografias e novas observações compartilhadas posteriormente com o grupo. As próprias avaliações realizadas durante o projeto começaram a revelar essa ...