Em janeiro, observar ganhou outro significado para os Pequenos Urbanistas. As atividades avançaram para a leitura crítica do território, diagnóstico urbano, ciência cidadã, pesquisa e percepção dos espaços públicos.
O exercício era simples na forma, mas profundo no resultado: caminhar mais devagar, prestar atenção, registrar e questionar.
Calçadas, resíduos, praças, acessibilidade, convivência, riscos, cultura, usos dos espaços e potencialidades começaram a compor uma leitura coletiva do território. Mais do que localizar problemas, os jovens eram incentivados a pensar por que determinadas situações aconteciam e quais possibilidades poderiam surgir a partir delas.
O Diário P.U. de Percepção também ampliou esse processo para além dos encontros aos sábados. Durante a semana, situações do cotidiano podiam se transformar em registros, fotografias e novas observações compartilhadas posteriormente com o grupo.
As próprias avaliações realizadas durante o projeto começaram a revelar essa mudança. Um dos jovens resumiu o processo de maneira direta:
“Eu comecei a observar a comunidade.”
É nessa mudança aparentemente simples que existe uma das principais dimensões do projeto: perceber aquilo que sempre esteve diante dos nossos olhos, mas que nem sempre aprendemos a enxergar como parte da construção da cidade.
Projeto: Pequenos Urbanistas – Transformando Territórios com Saberes
Realização: Cidade Para Todos | FUNCULTURA | Governo do Estado do Espírito Santo – Secretaria da Cultura | Sistema Nacional de Cultura | Política Nacional Aldir Blanc | Ministério da Cultura | Governo do Brasil
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